Hoje, e mais uma vez, era primeira página de um jornal o facto de já terem morrido, desde o início do ano, 802 pessoas nas estradas deste país terceiro mundista. O número aparecia a letras garrafais avermelhadas. Objectivo: chocar os leitores, despertar consciências.
O número é, realmente, arrepiante. Mas mais arrepiante e doloroso é pensarmos que este número é apenas uma pequena amostra do verdadeiro número das vítimas das nossas estradas.
E os que ficam?Os que gostariam de ter morrido no mesmo instante em que morria aquela pessoa que tanto amavam?
O que dizer a uma mãe que perdeu um filho? O que dizer à menina que ficou órfã na semana passada?
Força, a vida é mesmo assim, de certeza que ele/ela/eles/elas não te gostariam de ver assim...
Ou então usar a fé para acalentar a falsa esperança de um dia, quiçá, voltar a encontrar essa(s) pessoa(s).
E esse dia não chega...
Realmente 802 mortos é um número chocante.
Às vezes gostava que deus existisse e fosse um de nós.
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