segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

A minha vida dava um filme dos Emiratos Árabes Unidos

Ora bem, nem sei muito bem por onde começar...Talvez pelo início.
Era uma vez uma menina que tinha problemas psicológicos e que às 8h da manhã de hoje ainda estava na cama. Esta menina, por acaso, sou eu.
A essa hora, normalmente, já deveria estar a entrar no carro para ir trabalhar. Portanto, acordo de repente e em cinco minutos visto-me e saio de casa a correr, literalmente.
Normalmente demoro cerca de vinte e cinco minutos para sair de casa, isto para não me esquecer de nada.
Ora, como saí de casa em cinco minutos, esqueci-me naturalmente de muita coisa, por exemplo, que para pôr gasóleo no carro é necessário para aí................dinheiro!! Ou seja, saio de casa disparada e a meio do caminho reparo que se não meter gasóleo o mais provável é ficar pelo meio do caminho a dar aulinhas aos transeuntes.Todavia, nem tudo estava perdido, ainda tinha dez euritos no bolso. Mas aquele dinheirinho era para comer e não para meter gasóleo.... Por isso e como valores mais altos se levantavam apenas coloquei sete euros de gasóleo.
Chego à escolinha, dez minutos atrasada, e diz-me a professora, ah e tal, as criancinhas vão ver um filmeco, portanto não vai poder dar a aula...
É claro que lhe respondi educadamente que não havia qualquer problema, mas a verdade é que na minha cabeça as minhas mãos estavam agarradas ao pescoço da senhora e apertavam-o violentamente.
Saí da escola e fui a um café para tomar o pequeno-almoço com aqueles dois eurinhos que me restavam. Chego lá e peço o habitual, uma natinha fresquinha, mais um pinguinho directinho, e a senhora empregada diz, não há natas, e eu digo, não pode ser, e ela diz, pode, pode...
Lá tive que pedir um donuts. Meti-lhe os dentes e quase que me ficavam lá alguns, isto para além do pinguinho estar cheio de borra. Vou pagar e diz-me a empregada, oh portanto é um euro e quarenta cêntimos, ao que eu respondo, não pode ser, e ela, pode, pode... Ou seja, eu paguei para aí noventa e cinco cêntimos por um donuts duro que não era maior que o dedo indicador de um puto de sete anos....Que gostoso!
A meio da tarde vou dar um passeiozinho na vila a pé, uma vez que tinha pouco gasóleo. Então, lembro-me de passar perto de um chafariz catita situado num lugar igualmente catita. Não é que quando ia a passar pelo chafariz começaram uns esguichos de água a cair-me pela cabeça abaixo??!! Que bom, águinha gelada pelas trombas abaixo!
Agora chego a casa e não encontro o meu carregador de telemovel e o meu batom do cieiro.
Isto é assim, não ter gasóleo, dinheiro, ser roubada, comer mal, estar molhada durante parte do dia e perder o carregador de telemovel ainda é naquela, agora perder o batom de cieiro??!!!!!!Isso é que não!!
Ele há dias deprimentes.

1 comentário:

FDB disse...

Ao menos não perdeste nenhuma perna numa armadilha para ursos. E presumo que a tua vida dava um filme dos Emiratos Árabes Unidos pois o batom que perdeste era feito a partir de extractos de uma alga apenas presente na costa desse país no golfo pérsico.